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Doação de órgãos em Macaé salva vidas no estado do Rio

A equipe trabalhou concentrada por 24 horas para garantir o êxito das captações para os transplantes
Renata Dourado
Três vidas foram salvas ontem no Estado do Rio de Janeiro através de um ato de consciência e amor ao próximo, após doação de órgãos captados pelo Hospital Público de Macaé (HPM). Dois rins e um fígado foram encaminhados para o Hospital de Bonsucesso, no Rio, para duas pessoas que viviam com baixa qualidade de vida e outra que não tinha mais chances de sobreviver nos próximos dias.
A família de José Luiz Santos Bezerra, de 24 anos, foi contatada pelo hospital após a morte cerebral e aceitou fazer a doação. Dois sentimentos dividiram os familiares: o da perda e do conforto de poder salvar vidas.
“Assim como outras pessoas estão precisando, alguém da minha família também pode precisar um dia. Fico feliz em poder ajudar. Tenho certeza de que agora meu filho está em paz”, falou o pai do doador e de mais seis filhos, Aloízio José Bezerra.
Damião Aloízio Bezerra, falou sobre a dor de perder o irmão, mas se sente confortado em saber que, neste momento, outras famílias estão felizes.
A doação múltipla pôde ser realizada porque o paciente doador teve morte encefálica detectada pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do HPM. Foram feitos diversos exames, entre eles neurológicos e de sangue, para que o diagnóstico fosse avaliado pelos médicos do hospital para saber se o paciente poderia ser doador e, depois, foi aberto um protocolo.
Corrida contra o tempo para fazer a captação em 24 horas
Durante a manhã e início da tarde foram realizados a retirada dos órgãos e o transporte por helicóptero. Por último foi feita a captação dos ossos, transportado pelo Instituto Nacional de Trauma e Ortopedia (Into). O coração não foi doado porque não havia pessoa compatível a receber no estado e o tempo de espera é de 4 horas. “Parabenizo a equipe que trabalhou 24h sem dormir para o sucesso da captação. Agradeço também à família que consentiu a doação e percebeu o valor que isto tem. É bom que todos saibam o quanto é importante doar órgãos”, disse o superintendente do HPM, Felipe Barreto.
O caso - José Luiz Santos Bezerra teve morte cerebral na última terça-feira, após ter sido atingido por seis tiros no bairro de Piracema, onde morava.
