Marcos Espínola

A disputa pela presidência se encontra mais uma vez polarizada entre dois candidatos, tendo uma espécie de Azarão correndo por fora. Começou a caça ao voto, com promessas e propostas que vão desde as mais óbvias as mais mirabolantes. A segurança pública, um dos principais problemas do país, foi citada como prioridade pelos três presidenciáveis, porém vale lembrar que acima de tudo, precisamos que o tema seja tratado com responsabilidade.

Embora haja um consenso quanto à importância do assunto, eles discordam em alguns pontos, como por exemplo, a criação de um Ministério da Segurança Pública, sugerido por José Serra. Para ele, esse novo órgão pode enfrentar o contrabando e o tráfico de armas e drogas. Hipótese descartada pela candidata petista, Dilma Roussef, que considera que a segurança pública envolve não somente a repressão à criminalidade, mas a ação positiva do estado como provedor de políticas sociais. Além disso, ela sugere uma parceria entre municípios, estados e União para vencer os desafios, opinião compactuada com a candidata Marina Silva, do PV, que ainda defende uma revalorização dos profissionais de segurança, a partir de melhores salários e modernização das tropas.

Enfim, o que a sociedade deseja e necessita é que esse segmento seja tratado com seriedade, sem grandes invenções e valorizando os agentes de segurança, dando-lhes melhores condições de trabalho e salários dignos.

Torcemos para que o bom senso prevaleça e que os cargos na segurança pública não sejam politizados e sim ocupados por especialistas, capazes de implantar iniciativas que, efetivamente, contribuam para o bem estar social.

Advogado criminalista