- HOJE
- GERAL
- Ciclistas vão invadir BR
- Secretário faz alerta para risco de fraude no Cheque Cidadão
- TRE busca voluntários para trabalhar como mesários
- Nahim cobra resultados na gestão da Saúde no município
- Pré-selecionado do ProUni tem até 2ª. para comprovação
- Gestão socioambiental da LLX selecionada no prêmio Benchmarking
- Mutirão de cirurgia de catarata no mês que vem em Campos
- Caso Suellen: família pede Justiça 2 anos após sumiço
- Detran aumenta o prazo para licenciamento de veículo final 3
- Defensoria vai oferecer 750 vagas em concurso público
- OPINIÃO
- Ebenézer Anselmo
- Rosinha Garotinho
- Hélio Cordeiro
- Anthony Garotinho
- Antonio Carlos Pereira Pinto
- Walnize Carvalho
- Cláudio Andrade
- Alberto R. Fioravanti
- Amy Barbosa
- José César Caldas
- João Vicente Alvarenga
- Luiz Celso Alves Gomes
- Leonardo Boff
- Luciane Mina
- Carlos César Camargo
- Alcino Moreira
- Marcos Espínola
- Paulo Renato Pinto Porto
- Antonio Gonçalves
- Frei Betto
- Janaina Ap. Verderami Flores Canola
- Olga Maria Silverio Amancio
- José Roberto Bernasconi
- Dimas de Melo Pimenta II
- Alexandre Lessmann Buttazzi
- João Rafael Furtado
- Alcimar das Chagas Ribeiro
- Mariana Fideles
- Jorge da Silva
- POLÍCIA
- POLÍTICA
- REGIÃO
- ECONOMIA
- ESPORTES
- DMAIS
- SOCIAL
- RSS
- CAPA
Luiz Celso Alves Gomes
A violência no trânsito e os acidentes têm sido apontados como uma das principais mortes entre adolescentes e jovens, no Brasil e em outros países.
Álcool, imprudência, alta velocidade e falta de consciência de condutores de veículos e pedestres. Esta combinação explosiva faz com que o trânsito seja mais violento no país.
O assunto violência no trânsito vem sendo amplamente discutido pela imprensa, que busca, aliada as autoridades públicas, conscientizar a população. Vale ressaltar que o trânsito não é feito apenas de veículos, mas também de pedestres, ciclistas, motociclistas e até mesmo animais, que por descuido de seus proprietários acabam invadindo ruas, avenidas e pistas de rodovias, causando acidentes graves e prejuízos irreparáveis.
Sei que assuntos como radar, multas, punição e rigor na fiscalização são polêmicos e causam controvérsias. Mas pergunte àquela mãe que viu o filho morto, coberto por um lençol branco, numa calçada de uma avenida, o que ela pensa sobre o assunto? Não me sai da cabeça o desespero dela.
A imprensa estampa a dor desta mulher, não apenas em busca de audiências e de leitores, mas acredito que, acima de tudo, em busca de tornar o fato uma lição para todos nós. Condutores que cometem infrações, graves ou leves, devem sim, ser punidos com mais rigor.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o motorista infrator pode ser preso se não pagar as multas de trânsito, além, é claro, de ter o veículo apreendido. Por que aqui tem que ser diferente? Nossa frota é pequena se comparada à dos Estados Unidos. Os dados nos mostram que nossos jovens estão morrendo no trânsito, por ano, mais do que jovens americanos morreram na guerra do Vietnã. Uma calamidade!
Constata-se, avaliando os fatores de risco: excesso de velocidade; contramão de direção; embriaguez alcoólica; desrespeito à sinalização. Estes resultados apontam para a necessidade de intervenção, através de medidas estratégicas que envolvam os diferentes segmentos sociais – Secretaria de Segurança Pública, Educação e Saúde, Sociedade Civil, na busca de diminuir os índices de envolvimento de crianças, adolescentes e jovens em acidentes de trânsito, seja na condição de condutor ou vítima que, em médio prazo, interfere na expectativa de vida.
É preciso sensibilizar a população sobre a importância de respeitar os limites e regras do convívio social, o que, certamente poderá contribuir para evitar que os acidentes como outros tipos de violência urbana, continuem vitimando jovens e adolescentes.
Advogado, Secretário e Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da OAB – Presidente do Conselho da Comunidade da VEP/RJ
