Luiz Celso Alves Gomes

A violência no trânsito e os acidentes têm sido apontados como uma das principais mortes entre adolescentes e jovens, no Brasil e em outros países.

Álcool, imprudência, alta velocidade e falta de consciência de condutores de veículos e pedestres. Esta combinação explosiva faz com que o trânsito seja mais violento no país.

O assunto violência no trânsito vem sendo amplamente discutido pela imprensa, que busca, aliada as autoridades públicas, conscientizar a população. Vale ressaltar que o trânsito não é feito apenas de veículos, mas também de pedestres, ciclistas, motociclistas e até mesmo animais, que por descuido de seus proprietários acabam invadindo ruas, avenidas e pistas de rodovias, causando acidentes graves e prejuízos irreparáveis.

Sei que assuntos como radar, multas, punição e rigor na fiscalização são polêmicos e causam controvérsias. Mas pergunte àquela mãe que viu o filho morto, coberto por um lençol branco, numa calçada de uma avenida, o que ela pensa sobre o assunto? Não me sai da cabeça o desespero dela.

A imprensa estampa a dor desta mulher, não apenas em busca de audiências e de leitores, mas acredito que, acima de tudo, em busca de tornar o fato uma lição para todos nós. Condutores que cometem infrações, graves ou leves, devem sim, ser punidos com mais rigor.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o motorista infrator pode ser preso se não pagar as multas de trânsito, além, é claro, de ter o veículo apreendido. Por que aqui tem que ser diferente? Nossa frota é pequena se comparada à dos Estados Unidos. Os dados nos mostram que nossos jovens estão morrendo no trânsito, por ano, mais do que jovens americanos morreram na guerra do Vietnã. Uma calamidade!

Constata-se, avaliando os fatores de risco: excesso de velocidade; contramão de direção; embriaguez alcoólica; desrespeito à sinalização. Estes resultados apontam para a necessidade de intervenção, através de medidas estratégicas que envolvam os diferentes segmentos sociais – Secretaria de Segurança Pública, Educação e Saúde, Sociedade Civil, na busca de diminuir os índices de envolvimento de crianças, adolescentes e jovens em acidentes de trânsito, seja na condição de condutor ou vítima que, em médio prazo, interfere na expectativa de vida.

É preciso sensibilizar a população sobre a importância de respeitar os limites e regras do convívio social, o que, certamente poderá contribuir para evitar que os acidentes como outros tipos de violência urbana, continuem vitimando jovens e adolescentes.

Advogado, Secretário e Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da OAB – Presidente do Conselho da Comunidade da VEP/RJ