Luciane Mina

Ao conversar com meu amigo ele me disse: Quando cheguei à casa do vovô há 20 anos ele me perguntou: como você esta? E respondi… Estou bem, meu trabalho está indo de vento em polpa, minha família está em harmonia, procuro orar por minha família sempre, enfim, minha vida está muito boa e contei a ele em detalhes como isso estava acontecendo.

Ele, então, olhou com um olhar de compaixão para mim e disse: Meu filho, que egoísmo; quantos estão perdendo com a oportunidade de ter uma oração feita por você, afinal você está em plena condição de interceder pelo mundo.

A partir daquele dia eu diariamente oro por minha família sim, mas não me esqueço de vibrar pelo mundo.

Quantos hoje enfrentam turbulências? Mas ao mesmo tempo quantos estão em momento de boa colheita em sua vida e não tem tempo para se mobilizar em prol do outro?

Será que percebemos a força do nosso exemplo? Será que estamos nos dando a oportunidade de levar mais qualidade de vida para aqueles que estão a nossa volta ou estamos só preocupados com a nossa casa?

O futuro é fonte de conversa e preocupação, contudo muitas das nossas ideias são incentivadoras para que o outro faça, mas até onde estamos dispostos a fazer também?

Quantos casais estão em momento de harmonia, mas se fecham em copas neles mesmos, sem fazer um movimento para que outros alcancem os mesmos resultados?

Assim como meu amigo precisamos cuidar da nossa vida sim, mas ela terá mais valor se verdadeiramente fizermos por onde outros alcancem os mesmo resultados. Do que adianta nossos filhos bem educados e com roupa de marca, mas sem a possibilidade de circular na rua, pois um “menino” pode lhe tirar tudo.

Compartilhar a qualidade de vida fará de nós um povo verdadeiramente forte. Compartilhar e não desejar que alguém compartilhe é egoísmo.

Psicóloga CRP 05 14860, www.lucianemina.com.br