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A situação dos municípios fluminenses produtores de petróleo é ameaçadora, caso a indigitada emenda do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) seja aprovada em Brasília no próximo dia 10. Alguma coisa tem que ser feita, pois são perdas que representam um golpe mortal na região. No dia quatro, comércio, escolas, universidades, repartições públicas vão parar pelos royalties, que o parlamentar gaúcho quer ver nas mãos de municípios que não produzem sequer uma gota de petróleo e não recebem impacto algum pela atividade. Em Campos, haverá um ato público na Praça São Salvador, às 16 horas.
Língua ferina…
O ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) ironiza a mais recente viagem do governador Sérgio Cabral (PMDB) à Europa: “Desse jeito Cabral passa a ser residente europeu.” A sorte de Cabral é que não foi realizada uma única Olimpíada na África ou na América Latina.
Luta de todos
Jornais, rádios, TVs e blogs estão sendo convocados para também entrarem nessa luta, que é de todos. Porque Campos e outros municípios correm riscos de serem transformados em cidades-fantasmas, como bem observa a prefeita Rosinha Garotinho, que tem liderado mobilização contra a manobra perpetrada pelo parlamentar gaúcho.
Perda de R$ 1 bi
Se a emenda passar, a receita de Campos perderá R$ 1 bilhão, 20% de seu PIB (Produto Interno Bruto). A previsão é de que tudo isto venha resultar num caos, com demissões em massa, degradação social, violência e toda sorte de mazelas com tendência a se multiplicar.
Revanche
O prefeito de Quissamã, Armando Carneiro, acena com proposta para que cidades fluminenses que recebem royalties do petróleo se desfiliem da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Ele critica o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, que já nem mais é prefeito de Mariana Pimentel (RS), de apenas quatro mil habitantes.
Feudo político
De acordo com Armando, Ziulkoski tem feito da entidade um feudo político e a CNM não representa os interesses dos municípios fluminenses, porquanto tem se dedicado a mobilizar prefeitos para tirar os royalties do RJ. “A tarefa política de Ziulkoski, nos últimos tempos, não é unir ou agregar, mas jogar municípios e prefeitos uns contra os outros”.
Ao vento…
A Caixa Econômica Federal alerta (depois do “calote” que 40 apostadores levaram em Porto Alegre) que os bolões estão proibidos nas Lotéricas. Faz lembrar o jogo-do-bicho, que por tradição e popularidade acabou transformado em “contravenção popular”.
Bom exemplo

Enquanto uma minoria fica encolhida diante de determinados fatos esperando que o poder público faça tudo sozinho, há aquelas entidades que participam ativamente da vida do município. Cobram, sugerem, exigem do poder público, mas também fazem sua parte. Diante da inércia e pouco caso do governo do estado com a necessidade de manutenção dos canais da Baixada Campista, ceramistas se cotizaram, contrataram máquinas e limparam nove quilômetros de um importante canal para irrigar terras de pequenos produtores, que assistiam desesperados e indignados a perda das plantações e das pastagens.
Pauta esgarçada (1)
O Projeto de Lei por iniciativa popular, que tramita no Congresso Nacional, com pedido de “ficha limpa” para pessoas que queiram participar da disputa de cargos eletivos, é um sinal de fortalecimento da democracia. Mas, pelo tempo de discussão, já se transforma em assunto bastante esgarçado.
Pauta esgarçada (1)
Diante de tanta demonstração de descaso com a opinião pública, por parte de alguns segmentos dos anais de Brasília, não será surpresa se os poderosos se valerem das filigranas jurídicas para postergar a votação. E se nem a castração do “ficha suja” é consumada, que dirá colocá-la para valer já nestas eleições!
Pauta esgarçada (1)
Apesar de a reivindicação ser óbvia e estar respaldada com cerca de 1,6 milhão de assinaturas, há cardeais da política defendendo que aqueles que ainda não foram julgados e condenados em segunda instância, devem ter o direito de participar de eleições. Aliás, essa postura já se caracteriza como tradição.
Saúde financeira (1)
Desde o início do ano, 20 bancos desapareceram nos EUA e 702 instituições, que representam US$ 402,8 bilhões de ativos, estão sendo classificadas como problemáticas. No entanto, com base nos dados apresentados no final do último trimestre do ano passado, verificou-se um aumento de 27%.
Saúde financeira (2)
No final do terceiro trimestre somente 553 bancos apresentavam problemas. Por causa disso, prevê que o setor continue sob pressão nos próximos meses. Enquanto isso, a saúde financeira dos bancos brasileiros vai muito bem, obrigado. País rico é outra coisa…
Conforto!
Sem o Monitor Campista (fechado em novembro) para informar sobre pessoas e fatos, Paulinha (Virgínia) foi chamada para escrever sua coluna no céu. Partiu na última quarta-feira deste “vale de lágrimas”!
Temor maior
A grande saída contra a “trama dos royalties” contra o RJ pode estar num mandado de segurança que estava nas mãos da ministra Ellen Gracie, do STF, impetrado pelo deputado Geraldo Pudim, argüindo a inconstitucionalidade da proposta de Ibsen Pinheiro. O temor maior é que a ministra já negou a liminar, cabendo agora o Supremo julgar o mérito da matéria.
Na vida pública…
“Não pode atender agora, está em reunião”, “ainda não chegou aqui, mas está no prédio”, “está em trabalho externo”. São “saídas” rotineiras de subalternos para justificar quando as chefias não querem atender telefonemas.
E ENTÃO…
1.Há em Campos figuras na política que em detrimento do interesse coletivo criam uma marca pessoal intrigante, carimbada pelo ódio, pelo desinteresse social.
2.São algumas figuras da oposição, daquelas que fazem oposição a tudo, até mesmo às ações de governo que vão beneficiar a toda a coletividade, inclusive a si mesmo.
3.Criticam tudo que a situação faz, somente por criticar, sem aplicar o bom senso. Criticaram nesta semana a prefeita Rosinha Garotinho, que atendendo a um princípio legal, compareceu ao plenário da Câmara no primeiro dia de trabalho legislativo do ano.
4.Rosinha fez algumas comparações entre o que encontrou e o que existe agora no seu governo. Alguns vereadores da oposição baixaram a cabeça na sua presença, mas atacaram assim que ela se retirou.
5.Ressalta-se que a “missão” dos vereadores é fiscalizar o Executivo e não se prestar à subserviência, mas o equilíbrio, a ética e o respeito são fundamentais no relacionamento entre as partes. Até pelo fato de que elas têm obrigação de caminhar no interesse público.