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Cláudio Andrade
Hoje estava ouvindo um determinado programa de rádio e notei quando o radialista referiu-se a um político da seguinte forma: “ele era honesto, pois morreu pobre”.
De forma imediata pensei: desde quando pobreza e honestidade são palavras sinônimas ou significam uma a consequência da outra?
Desde já, não conheço uma alma sequer que gostaria de morrer pobre. Até o próprio conceito de pobreza também é relativo.
No âmbito político brasileiro, morrer pobre é sinal de uma vida pública ilibada. Ao meu sentir, a vinculação é demagógica e dotada deb falácia. Entendo que, na política, só deveríamos lembrar daqueles que exerceram a função conferida por nós com ética, trabalho, honestidade e lisura no trato da coisa pública.
Ocultar patrimônio ou mesmo fingir que é povo pobre para aproximar os desesperados por uma vida mais digna é pura demagogia.
Nossos homens públicos precisam reconhecer que exercer mandatos é bom, abre portas, traz prestígio, imunidades e dinheiro. Qual o problema?
A péssima mania da vitimização exercida pelos políticos é vergonhosa e não engana mais ninguém. Precisamos de homens autênticos, com projetosn e que sintam orgulho de sua própria evolução na seara que escolheram como meio de vida.
Quem deseja ser honesto na vida pública não precisa fazer voto de pobreza extrema. Os eleitores gostam de saber que os cargos ocupados, via voto, não significam fardos carregados e, sim, anos de conquistas e felicidades para os nossos representantes.
O falso sofrimento gera uma desconfiança desnecessária que beira ao ridículo em alguns casos. Adquirir casas, automóveis, fazendas dentre outros bens de consumo é um direito que não deve ser ocultado pelos eleitos pelos simples e vil intuíto de angariar mais votos.
Niguém mais acredita nisso.
Advogado e Professor Universitário blogclaudioandrade.blogspot.com
Os comentários estão encerrados.

há 5 meses atrás
Muito bom!!