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Alcino Moreira
Há muito que se ouve falar sobre o propósito político do presidente iraniano no sentido de resolver naquele pequeno país a tão sonhada energia nuclear e isso tem sido motivo de muita preocupação, notadamente com os países vizinhos do Oriente Médio, como Israel e outros, que, sem dúvida alguma, ficariam vulneráveis a um possível ataque nuclear do Irã, caso ele consiga fabricar a bomba atômica.
Interessante é que, em meio a tantas represálias contra aquele pequeno país do Oriente Médio, eis que surge o presidente Lula como mediador indicando a Turquia para troca de combustível com o Irã. E essa iniciativa do presidente brasileiro já está sendo questionada por vários países, afirmando que dificilmente o país em questão, o Irã, se submeterá às leis internacionais acerca da energia nuclear.
Dentre os países mais incomodados sobre essa questão, penso que Israel tem motivos de sobra em não concordar com o desenvolvimento nuclear naquele país vizinho, haja vista que o considera inimigo número um.
E outro grande país a se manifestar com mais veemência é, sem dúvida, os Estados Unidos da América, e não poderia ser diferente em se tratando de uma nação eminentemente Imperialista e que já têm armazenadas em seus paióis grandes artefatos nucleares, e, na maioria das vezes, através do seu orgulho Imperialista, deixa transparecer para as outras nações o seguinte: “Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço.”
Ainda sobre a iniciativa do presidente Lula, tomamos conhecimento que a Liga Árabe, representada por 22 países da África, Ásia e Oriente Médio, elogiou o acordo firmado em Teerã, com a participação do presidente Lula, e declarou que foi um fato positivo em relação ao medo que esses países vinham sofrendo com uma possível guerra nuclear naquela região.
Diante de todos os problemas políticos que envolvem este pequeno país do Oriente Médio em função da energia nuclear, penso que o parecer do presidente Lula é o melhor até o dia de hoje.
Resta-nos apenas a esperança que, de fato, o presidente daquele país venha submeter-se às leis internacionais que regem a produção de energia nuclear.
Aposentado
