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Luiz Celso Alves Gomes
Com o passar dos tempos a humanidade vem se dando conta das contradições do mundo moderno. A mesma tomou consciência de que o processo de modernização do mundo era e é um problema que deve ser superado e equilibrado com a ajuda de todos os cidadãos, do poder público, enfim na conscientização de toda a humanidade.
A preocupação da sociedade e de grupos ambientalistas é muito grande para realização de ações efetivas que possam promover uma redução da degradação ambiental, uma maior conservação do meio ambiente, até mesmo por meio de uma legislação mais severa quanto à responsabilidade ambiental das empresas.
Diante desse quadro, e pela responsabilidade social que uma empresa assume na sociedade, ela passa a ser preocupar com ações que possam reduzir os impactos de suas atividades na natureza e sociedade, objetivando ser ecologicamente correta e melhorar sua imagem no mercado como uma empresa que se preocupa com as questões sócio-ambientais e com o desenvolvimento sustentável. Temos que buscar soluções criativas para solucionar esses problemas o quanto antes, deixando claro que não existem soluções simples para a complexa confusão criada pelo homem.
Vivemos num período de transição, que revela nas múltiplas dimensões de uma crise decorrente do esgotamento do paradigma dominante se percebe a emergência na busca de novos paradigmas e de novas soluções para o problema. Precisa-se buscar uma forma de educar a sociedade para os problemas sociais, para o progresso, para a busca desenfreada do poder.
A conquista da liberdade na organização complexa da vida política e econômica depende, de certa forma, de uma organização das pessoas, da sociedade e de uma consciência plenamente equilibrada e sábia, onde as palavras sabedoria e razão não sejam apenas palavras com conotação de passado, mas é necessário quebrar as amarras que nos cercam e lutar para que as palavras sabedoria e razão façam parte do presente, que não sejam somente conceitos e sim realidade, pois somente assim teremos um mundo melhor, mais justo e fraterno para as gerações presentes e as futuras.
Existe forma de se chegar ao desenvolvimento sustentável, basta que o homem não se considere o ser supremo, que abra mão do poder para a busca do equilíbrio, entre ele e a natureza e o verdadeiro desenvolvimento sustentável.
Portanto, devemos esquecer as velhas utopias, recriar e criar novas formas de desenvolvimento sustentável justo e equilibrado só assim teremos um mundo com qualidade para vivermos.
Advogado, Secretário, Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da OAB/RJ, Presidente do Conselho da Comunidade da VEP/RJ.
