DMAIS

Prata da casa


Vivianne Chagas com Assessoria

Para fechar o Circuito Cultural do Sesi Campos no mês de julho, a talentosa cantora campista Flávia Élle apresenta hoje às 20h o show: “Eu queria ser a Cássia Eller – Tributo com os maiores sucessos da cantora”. Flávia será o primeiro talento local a se apresentar no Circuito do Sesi e promete fazer um belíssimo espetáculo musical contando a trajetória da cantora falecida em 2001, com músicas e vídeos. “Vamos apresentar os maiores sucessos da Cássia, com alguns arranjos novos e outros fiéis aos de sua carreira. A ideia partiu do meu próprio repertório, por já cantar as músicas dela e ser fã”, conta Flávia, lembrando do orgulho de representar a cidade. “Estou super feliz e orgulhosa de ter a chance de tocar no Sesi e abrir as portas pra outras pessoas de Campos”, disse.

Acompanhando a Flávia, que além de cantar toca violão, estão: Luciano Carvalho (baixo), Chita (bateria), Cececa (percussão), Fábio Lontra (teclado) e Gil Sequeira (guitarra). Em junho do ano passado ela lançou o seu primeiro álbum, intitulado “Flávia Élle”. Este trabalho reúne 13 canções, sendo 12 de sua autoria. Além da Cássia Eller, ela possui muitas referências musicais, como: Chico Buarque, Ana Carolina, Lenine e Jorge Vercillo.

Desde criança Flávia já demonstrava interesse pela música. Ainda bem pequena já brincava no teclado do pai e tirava músicas de ouvido. Aos oito anos resolveu aprender piano. Tocou este instrumento até os onze anos, idade com que despertara a paixão pelo violão, que se tornou o seu principal instrumento. A partir daí resolveu se dedicar mais ao canto, e violão e voz tornaram-se inseparáveis. A cantora se apresentou diversos eventos pela escola de música onde estudava. Aos dezesseis iniciou sua carreira profissional cantando e tocando em bares, se apresentando em eventos em geral.

Voz e estilo inconfundíveis

Assim era definida Cássia Eller. Ela nasceu no Rio de Janeiro em 10 de Dezembro de 1962. Tocando violão desde os 18 anos, chegou também a cantar opera, frevo e a tocar surdo em grupo de samba. Voltando ao Rio em 1990, foi contratada no mesmo ano pela Polygram. Seu primeiro disco, “Cássia Eller”, de 1990, incluiu regravações de “Rubens” (Premeditando o Breque), “Já deu pra sentir” (Itamar Assumpção), “Qualquer dia” (Legião Urbana) e um arranjo reggae para “Eleanor Rigby” (Beatles).

O segundo, “Marginal”, trouxe Marisa Monte, Carlinhos Brown e Nando Reis. No terceiro disco Cássia gravou uma versão de “Malandragem” (Frejat e Cazuza), seu maior sucesso. Em 1996 lançou “Ao vivo”, gravado nas apresentações carioca e paulista do show “Violões”. Foram vários álbuns de sucesso. Ela se impôs por seu estilo enérgico de interpretação, principalmente em razão de seu timbre vocal de contralto, uma das mais marcantes vozes da nova MPB.

O Réveillon de 2002 não foi o mesmo para todos que a admiram. Cássia Eller faleceu no Rio em 29 de dezembro de 2001, aos 39 anos de idade, no auge do lançamento de seu CD/DVD ao vivo pela MTV.

Toda sua trajetória será cantada hoje no show de Flávia Élle, no Sesi, com classificação de 12 anos e ingressos vendidos a R$ 18 (inteira) e R$ 9 (meia). “Este é um trabalho feito com muito carinho, espero que todos possam curtir”, concluiu Flávia fazendo o convite ao público.